Música: instrumento de vida.

No post anterior você viajou por dentro das grandes civilizações, período pelo qual marca uma era, um verdadeiro sustentáculo ideológico, o ponto de partida entra a crença do que seria real e mitológico, do cotidiano humano e de grandes feitos divinos. Este discurso designa o princípio da existência musical.

Muitos afirmam que a arte harmônica, ou seja, a música surgiu a partir de lendas e histórias mitológicas, onde seus respectivos deuses tinham o dom de utilizar instrumentos que produziam sons. Assim a lenda grega e egípcia segundo a qual a lira teria sido inventada por Mercúrio que, tropeçou casualmente numa carcaça de tartaruga, em que estavam alguns restos do animal em forma de filamentos, ficou surpreendido com o som que dela nasceu. Este fato foi de total importância para aperfeiçoar e desencadear uma popularidade do instrumento entre toda a sociedade grega. Outro instrumento “criado pelos deuses” foi a flauta campestre (conjunto de tubos de tamanho diverso), Invenção de Pan uma das grandes divindades dos campos.

Em contrapartida, a história desmistifica esse conceito meio abstrato. Relata que os primeiros instrumentos musicais seriam de percussão e não os melódicos, isto explica a necessidade rítmica da natureza humana, nas suas manifestações de caráter sensório-motor: respiração, ritmo cardíaco, caminhar, correr.

No período Paleolítico os instrumentos não produziam sons, apenas ruídos, característica esta designada tanto para os de percussão tanto paro os de sopro (flautas, trompetes – todos feitos de ossos de animais sagrados).

Já na era Neolítica brotaram muitos instrumentos, tornando esse período um momento fecundo na produção desses utensílios. Muitas espécies de tambores, xilofones, clarinetes e cítara.

A Idade dos Metais, trás a fabricação e aperfeiçoamento dos instrumentos a partir de outras matérias primas.

O tempo foi passando e os instrumentos foram classificados em três grupos fundamentais: membranofones, idiofones e aerofones, dos quais derivam e se desenvolvem, com um processo lento durante a Idade Média, alguns dos principais tipos dos instrumentos modernos.

O uso primitivo dos instrumentos era de caráter religioso, e a sua estrutura nasceu de uma necessidade física ou fisiológica. Usavam-se na luta contra os espíritos malignos, para evocar ou aplacar as forças ocultas da natureza e para tornar favorável aos principais acontecimentos da vida humana, para manter longe os males e as doenças; estas necessidades foram, portanto, determinando o uso e a própria natureza dos instrumentos e influenciaram até a concepção da música.

Por essas razões históricas, a harmonia, melodia e o próprio ritmo sempre farão parte das nossas vidas.

Texto baseado no artigo do site : http://www.aceav.pt/blogs/fatimasilva/Lists/Artigos/Post.aspx?ID=59

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